BLW ou Papinha?

Tipos de abordagem para introdução alimentar

Atualmente são utilizados 2 tipos de abordagem para a introdução alimentar (IA): a papinha tradicional ou o BLW (Baby Led Weaning).
A papinha tradicional visa amassar grosseiramente os alimentos e oferecer na colher ao bebê.
Já o BLW ou BLISS, significa que o bebê irá guiar o processo por meio de 4 pilares:

  • autoalimentação – ele pega o alimento com a mão e leva sozinho até a boca (sempre adaptado no corte e consistência);
  • autorregulação – ele diz quando está satisfeito e para de comer;
  • autonomia – permite que o bebê desenvolva suas habilidades e guie o processo;
  • respeito – o bebê não é forçado a comer.
Ao lado esquerdo uma família oriental está sentada ao redor da mesa oferecendo papinha para o bebê. À direita, uma bebê come com as próprias mãos uma melancia.

Oferecer na colher ou deixar a criança comer sozinha? Os dois são permitidos desde que se respeite a saciedade da criança.

E existe a abordagem certa ou errada?

Não! O tipo escolhido tem que se encaixar na rotina familiar. É importante ressaltar que, mesmo para aqueles que optarem pela papinha tradicional, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os pais também disponibilizem algum alimento em pedaço para o bebê poder pegar sozinho e explorar, além disso, os outros pilares do BLW também podem (e devem) ser seguidos e adaptados para quem faz a papinha.

É aqui que entra a introdução alimentar mista ou participativa. Na falta de segurança em permitir que o bebê se alimente sozinho por medo de engasgos ou mesmo ingesta insuficiente, mas com a necessidade de promover autonomia e desenvolvimento, muitas famílias optam por oferecer a comida na colher, mas permitindo que o bebê se autoalimente simultaneamente.

⚠️ Independente, da abordagem utilizada é preciso lembrar que até 1 ano de idade não devemos adicionar sal na comida do bebê, pois pode haver sobrecarga da função renal do bebê, visto que os alimentos habitualmente oferecidos já têm as quantidades diárias e necessárias de sódio. Portanto, abuse dos temperos naturais, como alho, cebola, alecrim, manjericão…

Esse texto é mais uma contribuição da Nutricionista Graziela Baladão. Acompanhe essa série informativa aqui.
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Nutricionista Graziela Baladão
Mestre em Ciências da Saúde – Fundação Antônio Prudente
Especialista em Oncologia Pediátrica – UNIFESP/GRAACC
Aprimoramento em Pediatria – Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)

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Escrito por Daniela Foltran

Sou mãe de 3 meninas e 1 coelho. Cresci no sítio e vim sozinha para a selva de pedra. Defendo a amamentação e o fortalecimento dos vínculos. Acredito no desenvolvimento pleno da criança, no valor das oportunidades de experimentar cores, texturas, aromas e sabores. Luto pelo comer e brincar livremente sem sobrecarregar quem cuida, sem aumentar o trabalho e os cestos de roupas sujas. Minha missão? Espalhar autonomia e ajudar com o trato da a bagunça que todo esse aprendizado causa.
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